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Histórias Irreais

São pedaços de vida, são desabafos de uns e outros, são partilha

São pedaços de vida, são desabafos de uns e outros, são partilha

Confissões #1

Olá, chamo-me Vitória e estou a tornar-me "docecoólica".

Nunca gostei de doces, chocolates e essas gordurices todas, mas as companhias, ai as companhias.

Deram-me primeiro uns bombons aqui e ali, depois uns toblerone e de repente eu gostava daquilo.

Agora enfardo amêndoas, gomas, chocolates e até os bolos marcham.

E o pior, faço-o sozinha, já dispenso as companhias

 

Sei quem culpar, e estou a pensar pedir uma indeminização, paga em doces é claro.

 

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O impossível

Olhava-se ao espelho e via um breve reflexo da pessoa que foi.

O tempo foi severo, as marcas de uma vida de sacrifícios estavam todos lá.

Não se reconhecia, a menina com sorriso fácil, olhar doce perdeu-se algures, entre trabalho, filhos e vida de dificuldades.

Queria voltar atrás, viver de novo, uma outra vida.

Numa vida sem sonhos, atreveu-se a querer o impossível.

 

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Conta-me histórias #6

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Hoje apesar do feriado temos o Conta-me Histórias e uma menina que vê o Mundo por uma Lente, tem fotos fantásticas, fala sobre livros, filmes, um blogue que vale muito a pena, cheio de desafios e textos muito bons, como vão ver abaixo.

Obrigada JP, pela simpatia e pela excelente reflexão.

Um texto para pensar escrito por quem percebe do assunto.

 

"Um humilde convite à reflexão

O convite da Vitória proporcionou-me a oportunidade de realizar uma pequena reflexão, sempre adiada. Ao contrario dos meus antecessores, não me sinto assim tão à vontade de criar histórias, pelo que optei pelo texto de opinião.

O tema não é novo. Já por mais de uma vez tivemos a oportunidade de ler textos que se relacionam com a realidade com que me deparo todos os dias: a realidade do cuidar.

A verdade é que quando olho para trás, para a jovem que entrou no curso há 11 anos cheia de ilusões e sonhos, tão típicos da juventude (e ainda bem!), percebo o quanto foi duro este caminhar... e continua...

Enfrentar o olhar de alguém doente que deposita em nós toda a esperança de se reabilitar... e nós... simples seres humanos que combatem os seus próprios demónios, com a obrigação de dar uma resposta. Mas... e que resposta? Quando não há resposta? O caminho da esperança, talvez... mas até nisso devemos ter algum tacto. Não a falsa esperança... mas a esperança de que é possível mantermos a nossa dignidade até ao final.

O enfermeiro, tal como os restantes profissionais da área da saúde (desde o auxiliar até ao médico especialista), está ao lado do ser humano acompanhando-o desde a concepção até ao momento da sua partida final para o outro mundo (ou para mundo nenhum).

Sendo assim, questiono...! Será que a população sabe as consequências que este percurso tem na saúde do profissional? E quem cuida destes seres humanos?

Sim, somos seres humanos como os outros, choramos como os outros, e levamos connosco, mais vezes do que se possa pensar, os problemas que absorvemos dos nossos doentes/utentes. Aiiii e agora a saúde mental?

Quantos de nós levamos os nossos parceiros, namorados, maridos, para jantares que supostamente são de lazer e acabamos por utilizar esse espaço como momentos de desabafos? Sim. Por vezes comentamos coisas horrendas tipo os líquidos corporais que observámos ou até a “carnificina” que observamos e fazemos parte em certas ações que temos que fazer para salvar vidas?

Perdoem-nos se, no meio da descompressão rimos de pontapés na linguagem técnica que algumas pessoas dão.... quem nunca ouviu expressões como “a peneira do sono”, “ursa no estômago”, “castrol” ou “argália”, só para nomear algumas...

Somos seres humanos... Pensamos, sentimos e também sofremos convosco e com os vossos! Por isso, quando tiverem que se cruzar com esses profissionais... pensem na coragem que têm, muitas vezes também eles, por vezes, com famílias doentes, problemas pesados, poucas horas dormidas para estudar para serem melhores... e tenham compaixão e agradecimento!

Sim, porque somos seres humanos!!!!!"

JP

 

Feliz Páscoa

Pensamentos ao acaso #3

Vivemos num mundo que séries como Walking Dead ou filmes  como O silêncio dos inocentes (que gosto muito) são um sucesso, quase obras primas.

Toda a gente adora, toda a gente foi ver, mas uma novela com um beijo no feminino (masculino é igual ou pior) é o caos.

Como ver matar, esfolar, morder, queimar, ver sangue por todo o lado é melhor aceite que um simples beijo?

 

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Sonhos

Um dia, cansada de tudo e todos, a precisar de mudar rotinas fez a mala e partiu.

Recorda esse dia com um sorriso, foi a melhor decisão que tomou na vida.

Conheceu gentes, costumes, cresceu e sentiu-se pequena perante a imensidão do que viu.

Riu, chorou, adaptou-se, e viveu.

Partiu ao desconhecido, levava sonhos e desejo de ser feliz, transformou a vida dela e de outros em algo melhor, foi recompensada em todas as cidades, aldeias, lugarejos que passou.

Não conseguiu parar, continua a viajar, a absorver tudo o que a rodeia, não consegue imaginar o mundo dela de outra forma.

Concretizou o sonho, ser feliz e livre.

 

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Conta-me histórias #5

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O Conta-me histórias hoje é com um "menino", tem o blogue  Partícula do Infinito, tem sentido de humor, o que muito aprecio, e esta semana achei por bem dar a palavra a um homem. E ele correspondeu, escreveu um conto tão fofinho, um texto amoroso, típico de...mulher.

Muito obrigada Moralez pela simpatia e pelo texto, gostei muito.

 

"O encontro adiado…

 

Nunca tinha ficado impaciente com um encontro, mas nesse dia sentia-me um pouco inquieto. Tínhamos combinado às 15h na casa dela, ela e a melhor amiga estavam à minha espera para um passeio de Domingo à tarde. Nem sequer era um encontro, era uma saída de amigos, não iriamos estar a sós e eu tinha quase a certeza que ela nem sequer tinha percebido que estava interessado nela, mas sentia um friozinho na barriga.

Como detesto chegar atrasado saí de casa mais cedo, peguei no carro e lá fui eu, tinha carta de condução há um mês, mas já conduzia desde os 16 anos (não me orgulho disso, percebo a irresponsabilidade que era) nunca tinham tido sequer um toque, fará um acidente.

Mas quis o destino que, nesse dia, eu estivesse no local errado e na hora errada. Lembro-me perfeitamente do acidente, tinha ultrapassado uma fila de carros estacionados e estava parado para virar à esquerda, quando surge detrás da lomba na estrada uma moto na minha direção, por causa da lomba o motociclista não me viu e bateu de frente contra o meu carro à velocidade que vinha, a moto ficou enfaixada na frente do meu carro e o motociclista voou por cima do carro.

Montou-se de imediato um circo à volta do acidente, uns diziam que a culpa era minha, outros diziam que a culpa era dele, polícia, ambulância, um monte de gente. O rapaz teve de ir de urgência para o hospital, felizmente não teve nada de maior, acabou por ser só um grade susto, os pais dele resolveram as coisas com os meus pais e confirmou-se que a culpa não tinha sido minha.
Entre o acidente e a resolução passaram-se umas 2h, de seguida fui para a casa ouvir música para relaxar, estava triste por ter falhado o compromisso mas não tinha como as avisar, na altura os telemóveis eram umas caixas gigantes que se colocavam nos carros, ninguém com 18 anos tinha telemóvel, Internet também não era um meio de comunicação comum, a forma de comunicação mais rápida era o bom e velho telefone, mas não tinha o telefone de nenhuma das duas, haveria de falar com elas depois, a verdade é que estava bastante preocupado com o estado do rapaz, porque embater a 80km/h num carro parado é complicado, ele vinha claramente em excesso de velocidade.
Felizmente a B, minha amiga e vizinha, assistiu ao acidente era também amiga e colega de turma dela. No dia seguinte quando ela lhe falou sobre a minha falta de consideração a B contou-lhe do acidente.

Soube mais tarde que ela e a amiga me rogaram 20 pragas, estavam muito chateadas com a minha falta de consideração, mas que num momento de lucidez ela terá dito - Que más que nós somos, se calhar aconteceu-lhe alguma coisa. E se teve um acidente? Espero que não lhe tenha acontecido nada.
No dia seguinte terá tremido ao saber do acidente, mas mesmo assim não me livrei de ouvir que deveria tê-las tentando avisar no próprio dia.

 

A nossa primeira saída ficou adiada por uma semana, na semana a seguir saímos e tudo correu bem.

Este foi o primeiro de muitos encontros e desencontros, afinal eu tinha motivos para estar impaciente, bem lá no fundo já sabia que ela não era só especial, ela era mesmo a tal."

 

Pensamentos ao acaso #1

Sentir-se sozinho no meio de um mar de gente, é um sentimento comum a muita gente.

Sentir solidão nem sempre é mau, estar só é muitas vezes um escape perfeito para as complicações da vida.

O mal é quando não queremos contacto, queremos o nosso refúgio.

Não é saudável estar sempre só, precisamos de convívio, do calor das outras pessoas.

Ter os nossos momentos sim, estar sempre sozinho não.

 

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