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Histórias Irreais

São pedaços de vida, são desabafos de uns e outros, são partilha

São pedaços de vida, são desabafos de uns e outros, são partilha

Conta-me histórias #2

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Esta semana convidei uma menina nova na "blogocoisa", tem uns textos que adoro, é a Alma Errante, espreitem o blogue que vale a pena, muito. Partilha um pensamento, bem ao jeito dela, intenso e cheio de alma. Obrigada Errante mais certa que conheço.

 

"Era uma vez…

… Nahhhh!

 

Histórias (ir)reais não começam assim. A vida não começa assim. Nada começa assim.

 

Existe um começo? Existe um fim? Ou existe apenas um emaranhado de tempo e espaço?

O meu início pode ser o teu fim. O fim disto, será o início daquilo. O amanhã nada mais é, que o ontem do dia que se lhe segue.

 

…Fim.

Infinito."

Pela última vez

Primeiro foram as perguntas, onde estiveste, com quem.

Depois foram as mensagens no telemóvel, mais tarde eram os encontros com as amigas.

Até que ficou só, todos os dias olhava da janela para fora e pensava, como era possível.

Ela sempre dissera que nunca aceitaria uma relação abusiva, no entanto ali estava ela, a chorar.

Na noite anterior pela primeira vez, bateu-lhe, viu os sinais todos e mesmo assim ficou lá.

Olhou uma última vez, ao redor, pegou na mala e saiu. Ele estava a chegar.

Fugiu sem rumo, sem ter onde ir, ao andar com a mala na mão pelas ruas, sentiu o gosto da liberdade.

No momento era o que importava, sentir-se livre.

 

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Os Destaques

Já há bastante tempo que tenho em rascunho um texto sobre os Destaques Sapo.

Hoje ao ler a Maria lembrei-me e fiz os arranjos finais.

 

Começo por dizer que há uns anos os blogues não tinham destaques em lado nenhum, e sobreviviam, alguns tornaram-se bem famosos até. Portanto, o "destaque", tal como muitas outras questões, é algo relativo.

 

Os destaques diários são um meio de descobrir novos blogues, acabando por lhes dar alguma visibilidade. Tenho encontrado autênticas relíquias.

Existem também blogues destacados praticamente todas as semanas, e mais que uma vez nessa semana.

Alguns merecem-no? Sim, muito. São blogues bons, bem escritos e têm todo o mérito, eu sigo alguns e gosto muito.

 

Outros são destacados com textos copiados, assim como fotos, premeia-se a falta de originalidade.

A equipa que faz os destaques não vai averiguar se o texto já existe ou não, nem deve. Cabe a quem escreve referir fontes quando sabe bem que copiou o texto. Percebo também que é impossível ver as centenas/milhares de blogues que o sapo tem, apesar de existirem sempre novidades acaba por também existir muita repetição.

 

O meu blogue 366Fotografias esteve todo o fim de semana em destaque, existirá quem ache que não mereceu. Este assunto nunca será consensual, pois cada um puxa a brasa à sua sardinha, e embora ninguém o admita provoca ciumeiras. Parece assunto tabú, o facto é que os destaques nem sempre são justos, pois não podem beneficiar todos, e como tal serão sempre polémicos.

 

É injusto para centenas de bons blogues que permanecem quase desconhecidos, sem visitas e seguidores? É, bastante.

Mas tal como a vida o mundo dos blogues é muitas vezes injusto.

 

 

 

 

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Vestígios

Procurou as fotos, seleccionou e apagou, mensagens fez o mesmo, bloqueou número e apagou todas as conversas de facebook.

Queria começar nova vida, queria esquecer que ele existia. A dor era grande, sentia-me traída, explorada e mal amada.

Queria mais, merecia mais, estava determinada a viver sem ele, apagou todos os vestígios da vida a dois, já não existia.

O único sitio em que ainda estava e não saía, era no coração, mas esperava pacientemente o dia que já não o sentisse.

Enquanto esperava recusava-se a deixar de viver, vivia com a dor, mas sabia que um dia valeria a pena.

 

 

 

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Conta-me histórias #1

 

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Começa hoje uma nova rubrica semanal no blogue, o desafio é simples, todas as semanas um convidado conta uma história. Uma história real ou não, um pensamento, um conto, o que quiserem, a ideia é partilharem.

A primeira convidada é uma das minhas bloguers preferidas, faz-me rir muito, e como se constata abaixo tem um lado mais sério, de escritora eu diria , é a famosa da "blogocoisa" Chic'Ana. Obrigada Ana por aceitares o meu desafio.

 
 
"Quando cheguei ao 10º ano fiz os testes psicotécnicos para saber mais ou menos que área haveria de seguir. Os resultados foram muito equilibrados, mas havia algo que se destacava no meio das outras: o gosto pela escrita. Na altura, a psicóloga aconselhou-me a escolher um dos outros resultados e dedicar-me à escrita nos tempos livres. Este sonho foi crescendo a cada dia, mas ao mesmo tempo, foi também adiado!
Não é fácil conciliar a rotina do dia a dia, primeiro os estudos, a faculdade, depois a vida laboral, não é simples. Seguiu-se o namoro, o casamento, mas houve um dia em que me sentei a escrever, e escrevi umas quantas páginas word num ápice, sem rascunhos, tudo fluía perfeitamente, os meus dedos corriam sobre o teclado… Nomes de personagens, ambientes, espaços, parecia que estava a borbulhar à tanto tempo no meu pensamento, que agora era um simples escrever, era um acto reflexo, não pensado, não ponderado..
 
E assim abro-vos um pouquinho do meu íntimo, uma janelinha do meu ser:
 
Prólogo
 
Sonhei com um barco em alto mar, fustigado por um vento forte, embalado pelas revoltas correntes. Não consigo avistar mais o porto que outrora parecia tão seguro e acolhedor, ao que em tempos, que agora pareciam tão distantes, eu pude chamar de casa. Mas bem no meu interior, sinto uma paz enorme face à situação adversa que me rodeia. Sou impulsionada a desbravar um novo mundo, um mundo cheio de mistérios e desafios, um mundo pelo qual ansiava há muito tempo.
 

Abro lentamente os olhos, estremunhada pelos raios de sol que castigam levemente a minha retina, sinto um suave salpicar de sal. Mas onde estava eu afinal? Sinto uma onda de terror apoderar-se sobre mim. O que eu pensava ser um sonho era afinal a dura realidade. Olho em meu redor, e só vejo uma imensidão de água, não consigo avistar terra por mais que me esforce, ou em que direcção olhe. O que me levou a tomar uma atitude tão desesperada?"

 

 

Perfeitos

Eram o casal perfeito.

Pais, amigos, toda a gente ao redor dizia que eram feitos um para o outro, todos achavam que eram felizes, todos gabavam a vida de sonho que tinham.

Mas o casal perfeito afinal só existia na imaginação dos outros.

Não existia amor, não existia cumplicidade, nem mesmo amizade, só um segredo entre os dois.

Ele tinha uma amante, gastava grande parte do ordenado em motéis e presentes para ela, dormia fora de casa várias noites.

Ela passava essas mesmas noites em sites de engate, onde se exibia na web camera.

Sabiam um do outro, não importava, representavam um papel, gostavam de ser vistos como o casal perfeito.

 

Eram aparência, sem conteúdo.

 

 

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O som

Estava ansiosa. Enquanto lhe arranjavam o cabelo, pensava no noivo, João: olhos verdes, sorriso aberto que lhe acelerava o coração.

Iam casar dali a instantes...

Olhou-se ao espelho; vestido branco de renda, cabelo impecável com uns enormes caracóis dando-lhe um ar de menina.

A mãe ofereceu-lhe os brincos, aqueles que também já tinham pertencido à avó. Agora sim, estava pronta.  

Caminhava pelo braço do pai para o altar. Lá estava o João, alto, fato cinzento, o sorriso, o mesmo sorriso por que se apaixonara.

Mais uns minutos e eram um do outro, para sempre, ouvia ao longe um apitar, insistente, olhou ao redor, não percebia de onde o som vinha, mais uma vez, outra.

Acordou em sobressalto e desligou o despertador, estava na hora de ir trabalhar.

 

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