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Histórias Irreais

São pedaços de vida, são desabafos de uns e outros, são partilha

São pedaços de vida, são desabafos de uns e outros, são partilha

Preciso de ti

Histórias (Ir)reais

 

Acordou com o som do telemóvel a tocar, Laura atendeu ainda meio adormecida, a amiga Ana dizia-lhe, preciso de ti já, vem ter ao nosso sitio.

Levantou-se num salto, após um duche rápido vestiu umas calças de ganga e uma blusa ao calhas e foi ter com a amiga.

Ana estava sentada no jardim, onde passaram horas infinitas no tempo de estudantes, onde ainda tinham todas as conversas, onde partilhavam a vida.

Quando Laura chegou, levantou-se do banco do jardim delas e a sorrir abraçou-a, sussurrando – estou grávida.

Juntas riram e choraram, juntas festejaram uma nova vida, uma vida desejada.

 

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Sem palavras

Histórias (Ir)reais

 

Quando se apaixonou aos 18  anos nunca imaginou o que a vida reservara.

Fora obrigada a deixar a paixão para trás ao ir para um País distante, onde se voltou apaixonar, casou, teve dois filhos.

Agora de regresso, já sem marido, com os filhos com a vida estabelecida, regressou ao País que amava.

Encontrou-o, sozinho como que à sua espera,  perto do miradouro que muitos anos antes namoravam, reconheceu-o logo, e ele a ela.

Não precisaram de palavras, só sorriram, abraçaram-se e de mãos dadas trocaram confidências dos anos ausentes.

Ao olhar parecia que o tempo não tinha passado, tinham novamente 18 anos, no riso, no carinho e no amor um pelo outro.

 

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Vidas separadas

Histórias (Ir)reais

 

De mãos dadas por todo lado, eram um casal feliz, amavam-se, tinham a vida que sempre sonharam.

Quando ela lhe disse que se apaixonara por outro, ele não quis acreditar, não conseguia compreender como acontecera.

Ela explicou que a culpa não era dele, que gostava dele, mas já não existia paixão, ele não compreendia, amava-a apaixonadamente desde o primeiro dia.

Os caminhos separaram-se, ele tentou refazer-se, ela desfez a vida e nunca a refez.

 

 

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Feliz Natal a todos nós

Desejo a todos que vão passando por este cantinho, um Feliz Natal, um Ano Novo repleto de coisas boas.

Sejam felizes, façam alguém feliz, partilhem, amem,vivam como se não houvesse amanhã.

 

 

Histórias (Ir)reais

 

Olhou ao redor para cada rosto sorridente, cada cara feliz, sentia-se com imensa sorte, tinha tudo.

Reunia a família na mesa no Natal, era sempre a sua parte preferida.

A enorme árvore decorada em tons dourados e vermelhos, as luzes piscavam, os presentes dos netos espalhados, os sinos pendurados na porta.

Risos de crianças misturados com conversa dos adultos, a algazarra que todos juntos faziam.

O bacalhau, as couves e  batatas para a ceia a aletria, arroz doce e filhoses, o bolo rei, as nozes e pinhões numa mesa repleta de alegria, de amor e risos.

Era um Natal perfeito.

 

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No parque

Histórias (Ir)reais

 

Ao vê-la a brincar no parque o coração inundava-se de amor, por aquele ser tão pequeno, o sorriso avassalador.

Eram só as duas, a pequena Rita era o seu mundo, vestido rosa, lacinhos no cabelo loiro, saltava feliz a brincar com as outras crianças.

Ela não sabia, nem iria saber que o pai nunca a desejou, que partiu antes dela nascer, que as abandonou.

Era mãe e pai e estava a fazer muito bem o seu papel, tinha uma criança feliz, sentiu um imenso orgulho.

Rita como que se adivinhasse, chegou a correr e abraçou a mãe, e sussurrou – Gosto tanto de ti mamã.

 

 

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Vazio

Histórias (Ir)reais

 

Estava frio, tinha decidido comprar o  presente mais tarde ao fim do dia.

Quando chegou ao centro comercial estava cheio, sentia o calor humano e o vazio.

O vazio dentro dela, a dor que não deixava transparecer aos olhares alheios.

Saiu sem comprar nada, parou num banco de jardim e ficou ali, a ver as pessoas apressadas cheias de sacos de compras.

Este Natal ia ser diferente, não tinha o amor da sua vida, o amor que conhecia desde criança e que a acompanhou toda a vida, deixara-a, sozinha, num dia frio como aquele.

Teimava em comprar-lhe um presente e deixa-lo na árvore de Natal.

Sabia que ele gostava, via a cara de felicidade dele ao desembrulhar, lá onde ele estivesse, estava com ela nessa noite.

Foi comprar um presente.

 

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Outro dia

Histórias (Ir)reais

 

Maria ligou o automático quando chegou a casa, roupas, cozinha, jantar.

Quando finalmente se sentou na mesa olhou para o marido sem o reconhecer, antes um homem com feições bonitas e sempre a sorrir. Estava agora envelhecido, duro e nunca sorria. O álcool e noites mal dormidas deixaram vestígios bem vincados.

Era um desconhecido, não falavam há anos, não existia um gesto de carinho, amor há muito se fora.

Continuava ali sem saber porquê, um dia iria embora, um dia deixaria aquela vida sem sentido.

Hoje ainda não era o dia, Maria levantou a loiça da mesa, arrumou a cozinha e foi-se deitar sozinha, amanhã era outro dia.

 

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TAG: Merry Christmas

E como é Natal, o simpático casal do E o Economista Sou Eu passou-me este desafio, obrigada e aqui fica as respostas.

 

 

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Natal com frio ou calor?

Com frio claro, nem consigo associar o Natal ao calor.

 

O Natal deve ser uma época de sentimentos, emoções, amor e harmonia familiar, mas é também indissociável da palavra "presentes". Qual o melhor e o pior presente recebidos até hoje?

Na minha família nunca foi tradição trocar presentes, só mesmo para crianças, não tenho ideia de um mau presente, em criança gostava de todos, agora os que recebo são de amigos do coração, não posso classificar um como melhor ou pior, são oferecidos com amor e carinho, e recebidos como tal.

 

Jantar de Natal - Bacalhau, Peru ou outro?

Caras de bacalhau, sempre.

 

Lareira ou aquecedor?

Infelizmente não tenho lareira, quando necessário é aquecedor.

 

O filme de Natal?

Os que passem na televisão, por norma ligada sempre, a fazer "companhia" mesmo que não estejamos a ver.

 

Bolo Rei ou Bolo Rainha?

Bolo Rainha, não gosto de fruta cristalizada.

 

O melhor do Natal?

Adoro as ruas, as pessoas, os cheiros, as luzes, cores, o frio, o espírito de Natal, adoro estar em casa com a família, rir, conversar, comer, partilhar momentos que nos enriquecem.

 

Não desafio ninguém, quem quiser que o faço, sintam-se à vontade, afinal é Natal e os desafios de Natal são de todos nós.

 

Um feliz Natal

 

A sorrir

Histórias (Ir)reais

 

Sorria ao chegar ao aeroporto, sentia o coração aos saltos, andava de passo apressado, ia ver a família, que saudades dos beijos da mãe, do aconchego dos braços do pai.

Quando foi para longe nunca imaginou que o tempo não passasse, que os dias não tinham fim, que as horas e minutos para encontrar os seus contavam tanto. Desejava o Natal o ano inteiro, era quando via os que amava.

Sentia-se leve, feliz, tola e criança.

Quando os viu, largou tudo, a sorrir correu para o conforto dos braços do pai, dos beijos e carinhos da mãe.

Finalmente estava em casa.

 

 

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