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Histórias Irreais

São pedaços de vida, são desabafos de uns e outros, são partilha

São pedaços de vida, são desabafos de uns e outros, são partilha

Dia do beijo

Em dia do beijo um texto antigo mas que enquadra perfeitamente no dia de hoje.

 

Li um dia destes que fizeram um estudo sobre o que proporciona mais prazer, um beijo ou um chocolate e pasmem, é o chocolate!

 

Eu até nem aprecio chocolate, já beijos é venham eles fiquei na dúvida sobre a veracidade do estudo.

Investiguei melhor e é mesmo verdade, chocolate meio-amargo provoca uma sensação mais longa e intensa na pessoa do que beijar na boca.

 

O estudo foi feito em casais de 20 anos, e os batimentos cardíacos aceleram mais quando se derrete um pedaço de chocolate na boca.

Desde sempre o chocolate esteve associado ao prazer, no caso provoca mais intensidade, tanto no corpo como no cérebro.

 

Segundo a pesquisa o segredo está em deixar derreter o chocolate na boca, é aí que aumenta o prazer, portanto nada de comer chocolates ás dentadas, é deixar derreter suavemente e parece que é um orgasmo.

 

Ah e dura mais tempo, o dobro, portanto é orgasmo duplo.

E não existe diferença entre os dois sexos, é tão estimulante para a mulher como para o homem.

 

Um beijo movimenta 29 músculos, o coração acelera até 150 batidas por minuto, queima entre dez a quinze calorias, e isto num beijo de 10 segundos e tal como o chocolate, existe para todos os gostos.

 

Eu gosto de todos, desde que seja beijo é comigo mesmo, chocolate nem por isso, portanto para manter o equilíbrio vou passar a beijar mais vezes, existe uma grande vantagem do beijo em relação ao chocolate, que esqueceram de referir o beijo não engorda. (Não é que eu tenho problemas em engordar, mas achei por bem informar).

 

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Confissões #2

Eu não gostava de gatos, de animais em geral, em minha casa.

Não é que não gostasse, era mais ter animais em casa.

Pêlos, trabalho e mais trabalho.

Fui "obrigada" a ter um gato, e não passo sem ele, é a coisa mais fofa, mais cutchi cutchi que podia ter arranjado.

Já informei o filho, quando ele sair de casa, o gato fica.

 

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Pensamentos ao acaso #3

Vivemos num mundo que séries como Walking Dead ou filmes  como O silêncio dos inocentes (que gosto muito) são um sucesso, quase obras primas.

Toda a gente adora, toda a gente foi ver, mas uma novela com um beijo no feminino (masculino é igual ou pior) é o caos.

Como ver matar, esfolar, morder, queimar, ver sangue por todo o lado é melhor aceite que um simples beijo?

 

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Sonhos

Um dia, cansada de tudo e todos, a precisar de mudar rotinas fez a mala e partiu.

Recorda esse dia com um sorriso, foi a melhor decisão que tomou na vida.

Conheceu gentes, costumes, cresceu e sentiu-se pequena perante a imensidão do que viu.

Riu, chorou, adaptou-se, e viveu.

Partiu ao desconhecido, levava sonhos e desejo de ser feliz, transformou a vida dela e de outros em algo melhor, foi recompensada em todas as cidades, aldeias, lugarejos que passou.

Não conseguiu parar, continua a viajar, a absorver tudo o que a rodeia, não consegue imaginar o mundo dela de outra forma.

Concretizou o sonho, ser feliz e livre.

 

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Conta-me histórias #5

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O Conta-me histórias hoje é com um "menino", tem o blogue  Partícula do Infinito, tem sentido de humor, o que muito aprecio, e esta semana achei por bem dar a palavra a um homem. E ele correspondeu, escreveu um conto tão fofinho, um texto amoroso, típico de...mulher.

Muito obrigada Moralez pela simpatia e pelo texto, gostei muito.

 

"O encontro adiado…

 

Nunca tinha ficado impaciente com um encontro, mas nesse dia sentia-me um pouco inquieto. Tínhamos combinado às 15h na casa dela, ela e a melhor amiga estavam à minha espera para um passeio de Domingo à tarde. Nem sequer era um encontro, era uma saída de amigos, não iriamos estar a sós e eu tinha quase a certeza que ela nem sequer tinha percebido que estava interessado nela, mas sentia um friozinho na barriga.

Como detesto chegar atrasado saí de casa mais cedo, peguei no carro e lá fui eu, tinha carta de condução há um mês, mas já conduzia desde os 16 anos (não me orgulho disso, percebo a irresponsabilidade que era) nunca tinham tido sequer um toque, fará um acidente.

Mas quis o destino que, nesse dia, eu estivesse no local errado e na hora errada. Lembro-me perfeitamente do acidente, tinha ultrapassado uma fila de carros estacionados e estava parado para virar à esquerda, quando surge detrás da lomba na estrada uma moto na minha direção, por causa da lomba o motociclista não me viu e bateu de frente contra o meu carro à velocidade que vinha, a moto ficou enfaixada na frente do meu carro e o motociclista voou por cima do carro.

Montou-se de imediato um circo à volta do acidente, uns diziam que a culpa era minha, outros diziam que a culpa era dele, polícia, ambulância, um monte de gente. O rapaz teve de ir de urgência para o hospital, felizmente não teve nada de maior, acabou por ser só um grade susto, os pais dele resolveram as coisas com os meus pais e confirmou-se que a culpa não tinha sido minha.
Entre o acidente e a resolução passaram-se umas 2h, de seguida fui para a casa ouvir música para relaxar, estava triste por ter falhado o compromisso mas não tinha como as avisar, na altura os telemóveis eram umas caixas gigantes que se colocavam nos carros, ninguém com 18 anos tinha telemóvel, Internet também não era um meio de comunicação comum, a forma de comunicação mais rápida era o bom e velho telefone, mas não tinha o telefone de nenhuma das duas, haveria de falar com elas depois, a verdade é que estava bastante preocupado com o estado do rapaz, porque embater a 80km/h num carro parado é complicado, ele vinha claramente em excesso de velocidade.
Felizmente a B, minha amiga e vizinha, assistiu ao acidente era também amiga e colega de turma dela. No dia seguinte quando ela lhe falou sobre a minha falta de consideração a B contou-lhe do acidente.

Soube mais tarde que ela e a amiga me rogaram 20 pragas, estavam muito chateadas com a minha falta de consideração, mas que num momento de lucidez ela terá dito - Que más que nós somos, se calhar aconteceu-lhe alguma coisa. E se teve um acidente? Espero que não lhe tenha acontecido nada.
No dia seguinte terá tremido ao saber do acidente, mas mesmo assim não me livrei de ouvir que deveria tê-las tentando avisar no próprio dia.

 

A nossa primeira saída ficou adiada por uma semana, na semana a seguir saímos e tudo correu bem.

Este foi o primeiro de muitos encontros e desencontros, afinal eu tinha motivos para estar impaciente, bem lá no fundo já sabia que ela não era só especial, ela era mesmo a tal."

 

Opostos

Ela adorava  música clássica, ele rock, ela gostava de salmão grelhado, ele de hambúrgueres.

Ela vestia clássico, ele desportivo, ela andava no ginásio, ele corria na rua. Ela gostava de férias na neve, ele no parque de campismo. Ela gostava de azul, ele preto. Não lhes deram mais de um mês  como casal.

Não tinham nada em comum, eram o oposto que se completavam. Comemoram 20 anos de casamento.

 

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Conta-me histórias #4

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Esta semana temos a Mula, que além dos desabafos é má língua, tem umas curtas giríssimas e ainda sabe cozinhar.

Obrigada pela simpatia, e pelo conto tão ao meu gosto, adoro este género.

 

 

 

"Murmurei baixinho o teu nome e pedi-te para ficares, mas tu não ouviste. Bateste a porta e saíste sem que eu conseguisse explicar-te os meus motivos, os meus sentimentos. Eu não fiz nada! Agora, o bater da porta martela-me na cabeça durante o dia, durante a noite nos meus sonhos, nos meus pesadelos. Eu não fiz nada! O bater da porta martela-me na cabeça para que nunca me esqueça que partiste, para que nunca me esqueça quão tonta fui por não te ter impedido, por não ter feito nada!
 
E já não estás aqui... E nunca mais estarás aqui!
 
E agora? O que me resta agora? Viver a minha vida com o perfeito vazio de ti! Viver a pensar o que seria de nós se ainda estivéssemos juntos, se não tivesses batido a porta naquele dia. Se ainda existisses na minha vida. Se ainda estivesses aqui. Se... Se... Se... Mas a vida não é feita de "ses" e cada "se" que me prende, mata um pouco mais a minha alma. Porque já cá não estás, e nunca mais estarás.
 
Às vezes acho que tentei, que tentei prender-te para mim e que te gritei para ficares... Creio apenas que não saiu som! Será que eu não queria que ficasses e por isso não me esforcei mais? Não tentei mais? Não gritei mais alto? Não te implorei para que ficasses? Acho que nunca te mereci... Acho que no fundo sempre soube que era injusto ficar contigo, porque eu nunca fiz por merecer o teu amor. E então não fiz nada!
 
Bem... Fiz... Fiz com que te fosses embora... para sempre! E sabes que mais? É que apesar de parecer cliché aquilo não significou nada. Sexo por sexo, meu amor. Acho que precisava de continuar a provar-me que não prestava e que não te merecia. Tu que sempre foste tão bom para mim. Eu nunca mereci que as pessoas fossem boas para mim. Nunca fiz nada para merecer o amor e a compaixão dos outros. Sempre te avisei disso... Chamavas-me tonta, dizias que eu era especial e que não o sabia. Vês como nunca fui especial? Como nunca fui boa? Acho que inconscientemente querer-te-ia magoar por seres demasiado bom. Porque seres tão bom, lembrava-me o quão má, o quão feia eu era. O quão feia e má eu sou. E agora já cá não estás! E eras a única coisa que realmente importava. Eras a única pessoa que realmente me poderia salvar - como se ainda houvesse salvação.
 
E agora? O que me resta agora? O vazio. O vazio e a tua foto na tua lápide de pedra naquele maldito jardim que te enterra."
 

Amizade

 

 

Um texto meu já antigo, mas sempre actual.

 

A amizade antes de mais constrói-se. Como todos sabemos não olhamos para alguém e dizemos: somos amigos.

Temos de fazer por isso, e ir construindo os alicerces para construir e manter a amizade.

 

Como todos os "amores" é algo sempre recíproco, do tipo, tu dás, eu dou, nós damos.

Amizade não é dar palmadinhas nas costas, abanar a cabeça e concordar sempre com o outro. Amizade é dar um "estalo" ao outro se o vê ser  burro/a, parvo/a. Ajudar acordar para a vida, não ajudar a enterrar, é dar na cabeça, mas é também cuidar, preocupar-se, não tem de ser todos os dias, a toda a hora, e NÃO é com certeza só quando NÓS precisamos, temos de estar atentos, e saber quando o outro precisa. Não podemos reclamar uma atenção que nós não tivemos, damos, recebemos. Muitas vezes só damos durante muito tempo, mas eventualmente acabamos por receber naquele momento que precisávamos mesmo!

 

Escrever e dizer a toda a hora que somos muito amigos e que a vida é injusta porque só damos, não faz de nós melhor amigo, faz de nós alguém que não merece a amizade que exigimos, ou não o fez para merecer e continua a insistir num erro crasso, numa ilusão que só nós vemos ou pior ainda, faz de nós burros por acharmos que toda a gente que vimos meia dúzia de vezes é nosso amigo!

 

Quando não fazemos nada ou estamos indisponíveis durante algum tempo, não podemos exigir que os outros estejam sentados à espera que nos apeteça estar com eles, que naquele momento estamos disponíveis!

Não meus " amigos/as" estamos disponíveis ou não, ponto.

Em qualquer altura um amigo TEM de estar disponível, nem que esteja com o mundo virado ao contrário, mas ouve e fala, mas TEM de estar disponível, não podemos ficar disponíveis para os amigos quando nos dá jeito!

 

Portanto, amizade é basicamente amar alguém, com todos os defeitos e virtudes, é rir, é gozar com o outro, é proteger o outro, dar na cabeça, ralhar, mas essencialmente é estar lá quando o outro precisa sem pensar que só damos, porque se é amizade, vamos receber também um dia.

 

É isso, amizade é dar e receber, mas tanto o dar como o receber não é exigido, não é cronometrado, não é condição. É no dia e na hora que o outro precise.

 

E um amigo/a não precisa se ser lembrado que o é, ele/a sabe, sente.

 

Depois temos os conhecidos que são  muitos, com alguns até temos empatia, mas são...conhecidos que por várias razões não se tornaram amigos, mas é assim a vidinha, os amigos só são bons, porque não são assim tantos, senão eram banais e era tudo conhecidos!

 

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 Nazaré

 

Conta-me histórias #3

 

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Hoje  a convidada é uma menina com uns contos fantásticos, emociono-me a ler alguns.

O blogue Gesto olhar e sorriso, para além do nome que acho maravilhoso, tem textos que vale a pena ler. O texto de hoje é uma boa amostra da qualidade da escrita da autora, Obrigada Carolina, adorei.

 

"Por entre a multidão, naquele concerto, um ao outro, destacaram-se como que numa luz infinita.
Quando se conheceram houve algo no olhar de ambos que prometera mutuamente: “hei de te conhecer melhor que ninguém, não vais largar mais a minha mão quando eu responder a esse ato de as entrelaçar, a minha na tua.”
Perfeito, dito e feito.
Tornaram-se unha com carne, amigos inseparáveis, não precisavam expressar palavras para falarem, o silêncio dizia tudo o que era preciso pois os sorrisos e os olhares eram mais especiais que todo o mundo à volta.
Secretamente e timidamente amavam-se, mas nenhum deles conversava sobre isso, a ligação que tinham era forte demais para se perder.
Corriam pela areia como crianças que confrontam o infinito correndo livremente pela rua. Nos entretantos, entre risos e brincadeiras o beijo aconteceu e das gargalhadas nasceram as lágrimas puras, porque ambos sorriram em silêncio, como neles era tão natural, coisa que só eles sabiam explicar, no entanto era algo que não precisavam de o fazer.
Irmãos de sangue, melhores amigos, namorados se tornaram. O sabor cru e diferente de se amarem noutro prisma do amor trazia-lhe uma nova sabedoria, não tão díspar como a de outrora, mas era confuso, bom…
Ele amava-a perdidamente, ela tornava-se sexy mesmo desarrumada, cheia de borbulhas ou apenas com a camisola dele vestida, mas quando se vestia para sair conseguia ser ainda mais a mulher mais bonita do mundo. Com todos os seus defeitos, feitio casmurro e teimoso, ele era o melhor namorado do mundo, nunca confiara tanto em alguém como nele, sentia-se protegida e amada nos seus abraços.
Como poderia tudo isto mudar? Quando o amor passou a ser demais, a não caber no peito, quando o medo de perder quem se ama agarrava-se à desconfiança. Tinham igualmente medo de se perder mutuamente, discutiam, discordavam, choravam e entrelaçavam-se em abraços, até ao dia em que perceberam que não podiam dar cabo de tudo aquilo que tinham, que a amizade inicial era mais forte que o que mais tarde crescera.
Seguiram caminhos diferentes mas prometeram jamais criar distância entre eles, quem os amasse um dia mais tarde tinha de respeitar essa amizade que compreendia todo o amor existente na pele e no corpo. Talvez eles não soubessem que estavam destinados um ao outro, o medo de perder é o primeiro passo para a derrota, a vida sempre desvenda algo que está guardado para ser nosso. Por enquanto amavam-se nessa amizade de irmãos porque não é vergonha continuar a ser-se amigo de um ex-namorado, vergonha é apenas lembrar dos maus momentos quando se foi tão feliz."

Vestígios

Procurou as fotos, seleccionou e apagou, mensagens fez o mesmo, bloqueou número e apagou todas as conversas de facebook.

Queria começar nova vida, queria esquecer que ele existia. A dor era grande, sentia-me traída, explorada e mal amada.

Queria mais, merecia mais, estava determinada a viver sem ele, apagou todos os vestígios da vida a dois, já não existia.

O único sitio em que ainda estava e não saía, era no coração, mas esperava pacientemente o dia que já não o sentisse.

Enquanto esperava recusava-se a deixar de viver, vivia com a dor, mas sabia que um dia valeria a pena.

 

 

 

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 Google imagens

 

Vitória Antunes

Arquivo

Todos os textos são da autoria de Vitória Antunes. As fotos são retiradas do Google imagens, se alguém se sentir lesado entre em contacto, serão retiradas.

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