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Histórias Irreais

São pedaços de vida, são desabafos de uns e outros, são partilha

São pedaços de vida, são desabafos de uns e outros, são partilha

Regresso

Ia sentada, olhava pela janela sem ver realmente, a paisagem que passava rápido

Ouvia os ruídos e murmúrios de outras pessoas.

Conforme o comboio avançava, o coração ficava mais pequeno, não queria regressar.

Quando saiu da aldeia pequena onde toda a gente a conhecia, jurou não voltar.

Não prevemos o futuro, ás vezes não sai como gostaríamos, foi obrigada a voltar.

Com o orgulho ferido, coração partido e a alma sofrida.

Chegou, os pais receberam-na com um abraço apertado, um sorriso do tamanho do mundo.

Afinal era bom regressar.

 

 

 

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Conta-me histórias #9

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Esta semana mais um "menino" o Miguel, é Jornalista e escritor, e que bem que ele escreve, já tem um livro publicado, e está prestes a publicar outro.

No meio de tanto que fazer ainda teve a amabilidade, característica deste menino também, de escrever o texto desta semana.

Obrigada Miguel, gosto tanto.

 

 

"Não consigo! Tenho medo...", admitiu-lhe aquela bonita jovem que não devia ter mais de 17 anos. Expressou-se em voz baixa, sem conseguir olhar-lhe nos olhos. Era evidente o desconforto que sentia ao admitir aquela limitação.


O rapaz que devia ter mais um ano que ela sorriu de forma afectiva. De certa forma, reviu-se um pouco naquele momento. Ele próprio, no passado, já tinha perdido tanta coisa porque não teve coragem de arriscar. De enfrentar os seus medos, no entanto agora era alguém pronto para qualquer desafio.

Soube lutar contra as adversidades e afastar os seus fantasmas.
Quase instantaneamente , deu-lhe a mão de forma carinhosa. "A vida é feita de medos, de inseguranças. Não te deixes dominar por isso, pois só assim podes ir mais longe. Levanta a cabeça e vai em frente, não te deixes limitar.

Eu estou aqui, vai correr tudo bem!", disse-lhe com sinceridade. A rapariga respondeu com um sorriso tremulo. Abanou a cabeça de forma mais convincente e começou a escalar a montanha íngreme ."

 

Dia do beijo

Em dia do beijo um texto antigo mas que enquadra perfeitamente no dia de hoje.

 

Li um dia destes que fizeram um estudo sobre o que proporciona mais prazer, um beijo ou um chocolate e pasmem, é o chocolate!

 

Eu até nem aprecio chocolate, já beijos é venham eles fiquei na dúvida sobre a veracidade do estudo.

Investiguei melhor e é mesmo verdade, chocolate meio-amargo provoca uma sensação mais longa e intensa na pessoa do que beijar na boca.

 

O estudo foi feito em casais de 20 anos, e os batimentos cardíacos aceleram mais quando se derrete um pedaço de chocolate na boca.

Desde sempre o chocolate esteve associado ao prazer, no caso provoca mais intensidade, tanto no corpo como no cérebro.

 

Segundo a pesquisa o segredo está em deixar derreter o chocolate na boca, é aí que aumenta o prazer, portanto nada de comer chocolates ás dentadas, é deixar derreter suavemente e parece que é um orgasmo.

 

Ah e dura mais tempo, o dobro, portanto é orgasmo duplo.

E não existe diferença entre os dois sexos, é tão estimulante para a mulher como para o homem.

 

Um beijo movimenta 29 músculos, o coração acelera até 150 batidas por minuto, queima entre dez a quinze calorias, e isto num beijo de 10 segundos e tal como o chocolate, existe para todos os gostos.

 

Eu gosto de todos, desde que seja beijo é comigo mesmo, chocolate nem por isso, portanto para manter o equilíbrio vou passar a beijar mais vezes, existe uma grande vantagem do beijo em relação ao chocolate, que esqueceram de referir o beijo não engorda. (Não é que eu tenho problemas em engordar, mas achei por bem informar).

 

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   Google imagens

 

Desafio

Mulher que é uma querida, desde já obrigada, desafiou-me há uns dias, mas só foi possível hoje responder ao desafio, é que é longo, montes de regras e eu sou uma desregrada por natureza, portanto como imaginam não vou cumprir todas.

 

Regras:

  • Escreva 11 fatos sobre você;
  • Responda às perguntas de quem te indicou;
  • Indique de 10 a 20 blogs com menos de 200 seguidores;
  • Faça 11 perguntas para quem indicar;
  • Coloque a imagem que mostre o selo Liebster Award;
  • Link de quem te indicou.

11 factos sobre mim:

 

Gosto de comer

Adoro o mar

O único "desporto" que o meu corpo tolera são umas caminhadas

Adoro passear com as minhas duas "ranhosas"

Detesto andar em lojas, quando quero algo, procuro onde há, vou e compro.

Não demoro 3 horas a arranjar-me

Não uso maquilhagem

Depois do banho uso óleo Johnson (há muitos anos)

Tal como referi acima não gosto de regras

Tenho o melhor filho do mundo

Sou impaciente

 

As perguntas:

Qual a razão de criação do teu blog?

 

Já tive  um blog há muitos anos, no inicio da coisa, tinha tempo e fiz algumas amizades, tinha bastantes leitores e era bonito, motivava, os comentários e a interacção.

Depois acabei por o deixar privado, numa altura que não tinha disponibilidade e estive uns anos sem ter blog.

Anos passados da fase menos boa, apeteceu-me e voilá, estou de volta e a gostar muito.

 

3 Blogs Favoritos que sigas diariamente?

Era injusto escolher 3, são muitos, embora nem sempre comente, leio, emociono-me, ás vezes quase choro de tanto rir, são muito mais de 3 os meus favoritos.

 

Qual a tua profissão ou ocupação?

Profissão empregada de balcão, ocupação, nenhuma de momento.

 

 

Viagem de sonho?

Ui tantas, assim de repente, Maldivas,  Nova York, Amesterdão e fico por aqui, que a lista é enorme.

 

Uma frase que te inspira?

"Quando sou boa, sou muito boa, mas quando sou má, sou melhor ainda", Não é bem uma inspiração, digamos que é uma frase que me define muito bem.

 

Maior qualidade?

Ser directa, não uso meios para dizer o que quero, vou directa ao assunto.

 

Maior defeito?

Mandona, sou muitoooo mandona, e impaciente

 

O que te irrita?

Bem, existe várias coisas que me irritam, mas digamos que pessoas atrasadas (falo em termos de pontualidade, calma) dão-me cabo dos nervos.

 

O que te faz feliz?

Simplicidades basicamente, mar, sol, petiscos, amigos, família, e não necessariamente por esta ordem

 

Filme ou livro da vida?

Adoro cinema, mais que livros, sim eu sei, sou uma desnaturada (quase que é crime dizer isto, pois toda a gente adora ler), um filme que me marcou muito e adoro "O conde Monte Cristo".

 

Uma palavra que te defina?

Lutadora

E não nomeio ninguém, quem quiser, sirva-se, que isto já vai longo.

 

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Mulher

 

 

 

 

 

Conta-me histórias #8

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Hoje tenho o prazer de ter a Just_Smile, com um texto muito bom, para refletir e pensar realmente como as nossas crianças cada vez mais estão automatizadas.

Já devem conhecer o blog dela, fala de tudo um pouco, livros, cinema, fotografia, comes e bebes, opiniões, esta mulher não pára, vale a pena ir espreitando. Obrigada Just, pela simpatia e pelo excelente texto de reflexão.

 

"Quando era pequenina gostava da terra, do campo, das flores e do rio. Brincava com bonecas, carrinhos e às casinhas, inventando ingredientes com aquilo que me vinha à mão do campo. Uma folha era o bife, o milho o arroz e aquelas ervas daninhas que ninguém queria ver eram a salada. Desenhava a giz no chão uma ‘macaca’ e mesmo sozinha atirava a pedra e saltava de uma casa para a outra coxeando e tentando manter o equilíbrio.

O meu avô ensinava-me a distinguir os pássaros e ao seu lado estragava aquilo que ele plantava com a minha inocência de criança. Aprendi a nadar no rio, a dez minutos a pé de minha casa, escapando pelos campos de milho para me meter com os meus irmãos e primos numa água gelada onde surgiam cobras que me faziam fugir da água.

Cresci com um grupo de adolescentes, entre primos e irmãos, que apesar de se fartarem de ter uma criança atrás de si me ensinaram muita coisa. Fui uma criança feliz, nem o contrário me passa pela cabeça.

Hoje não vejo crianças no campo. Não vejo crianças no monte. Apenas as vejo do percurso da escola para casa, nada mais. Parecem estar presas numa torre onde não há sol nem natureza. Parecem-me não saber brincar, não terem o conceito de brincar.

A infância transformou-se nos últimos anos. As crianças crescem no meio das novas tecnologias e esquecem-se de ser verdadeiramente crianças. Talvez não sejam elas, afinal elas são reflexo dos nossos actos, dos nossos ensinamentos e valores. Então que valores lhes andamos a transmitir?

Ser criança não é ter mil e um brinquedos e não os saber usar. Ser criança não é passar dias entre computadores, tablets, televisão e outros afins. Ser criança não é só fazer os trabalhos de casa e ir para a música, para a natação, para o inglês, ou todas as outras actividades a que os pais recorrem para transformarem os seus filhos em seres perfeitos, ou para os prepararem para um melhor futuro.

 

Ser criança é ter imaginação. É criar mundos e histórias nas suas mentes quando brincam. É ouvir uma história e ser capaz de pintar a mesma numa folha em branco. É correr, é saltar, sem existir uma competição constante contra alguém. Ser criança é sorrir, é fazer asneiras, é sujar a roupa e esmorrar os joelhos. Ser criança é apanhar sol, meter aquelas mãos sujas de erva na boca e ainda assim continuar a brincar. Ser criança é aprender com aquilo que nos rodeia. É também ver desenhos animados, cantar músicas e ainda jogar no computador, mas principalmente dar asas à imaginação.

Vamos ensinar as crianças a serem crianças?"

 

 

 

Racismos

Hoje em dia tudo é racismo, tudo é ofensa, toda a gente se indigna por tudo e nada.

A campanha da GAP foi obrigada a pedir desculpa e retirar a campanha do mercado, e tudo isto porquê?

 

Por esta foto...

 

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A GAP foi acusada de racismo passivo, "Qual é a mensagem para as raparigas negras?... Será que elas têm de ser vistas como subordinadas?... Gap, vocês deviam ter vergonha!... "

Comentários deste género foi a causa.

Pergunto eu, que raio andam as pessoas a tomar? a mim parece-me uma foto normalíssima, não denoto qualquer racismo.

 

Até porque se formos a pensar assim, o que diriam desta foto?

 

ellen-degeneres-ed-gapkids-collection-w724.jpgMais uma vez é uma foto normal para mim, mas tenho a certeza que a questão racismo aqui não se pôs.

 

Cada vez mais acho que as pessoas perderam a noção, e tornaram-se ridículas.

 

Confissões #2

Eu não gostava de gatos, de animais em geral, em minha casa.

Não é que não gostasse, era mais ter animais em casa.

Pêlos, trabalho e mais trabalho.

Fui "obrigada" a ter um gato, e não passo sem ele, é a coisa mais fofa, mais cutchi cutchi que podia ter arranjado.

Já informei o filho, quando ele sair de casa, o gato fica.

 

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Conta-me histórias #7

 

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Hoje a minha convidada é uma menina com Nervoso Miudinho, tem um blog cheio de situações que  a tiram do sério, outros textos mais sérios, opiniões, bem escrito e com humor qb.

 

Muito obrigada "Nervosa", concordo com tantos itens neste texto que acho que tenho nervoso miudinho também, não estás só.

 

 

 

 

 

"Agradeço o convite gentil da Vitória, que se lembrou de mim para esta rubrica.

Como a JP não me sinto confortável em trazer aqui um conto, não estou habituada a colocar em papel, embora muitas vezes divague e crie pequenas histórias.

Optei por texto de opinião. Dar opiniões já nos é uma segunda natureza, já o fazemos inconscientemente, analisamos e integramos as experiências e formamos pensamentos sobre o que passa à nossa volta constantemente.

Falo-vos hoje de civismo. Ou da falta generalizada dele. Esta é daquelas coisas que acicata o meu nervoso miudinho. Assisto, há longos anos a coisas que me incomodam. Falo amiúde delas lá no blog, como as filas, que motivou o post de ontem. É um traço mais latino, ou da Europa do Sul talvez, esta incapacidade da espera paciente e ordeira pela sua vez.

Em Londres, por exemplo, em qualquer tapete ou escada rolante, todos, sem excepção se encostam à direita, deixando a esquerda para quem tem pressa. Ora cá, as pessoas estacionam no meio, e até o com o "com licença" têm dificuldade em mexer-se. Nos países nórdicos as filas são por norma mais ordeiras, desde a espera para o autocarro como para qualquer outra situação.

Em Portugal, há sempre alguém que "só quer fazer uma perguntinha", que tem uma coisa muito rápida para resolver, que acha que tem que ir primeiro, que tenta sempre cortar esquinas. Eu espero pacientemente pela minha vez, e a paciência não é, de todo, o meu forte. A pressa de ser atendida é paradoxal, por pessoas desocupadas, ou por pessoas que perdem a pressa toda logo que estão a ser atendidas ou já foram atendidas e vão queimar tempo para um qualquer café.

Andei muitos anos de autocarro, e sempre impus que quando era a primeira a chegar à paragem, era a primeira a entrar, e acreditam que a luta era diária, sempre dei lugar aos prioritários e sempre me sentei no fundo do autocarro, sendo os lugares de prioridade na frente.

Outra demonstração de falta de civismo é a negação do espaço pessoal ou privado, as pessoas colam-se tanto nas filas que estão encostadas a nós, queremos pagar e estão tão perto que podiam marcar o código pessoal por nós, sendo válido no banco, farmácia, centro de saúde, mesmo com a linha vermelha que indica onde esperar, ignora-se completamente.

Por isso no nosso país há tanto conflito no trânsito, com o estacionamento selvagem para se andar menos 5 metros, as infracções de todas as partes, automobilistas, peões, ciclistas (que na minha opinião são dos mais frágeis mas também os que mais infringem),  como bom exemplo os atropelamentos pelo metro, exactamente porque as pessoas decidem que o outro há-de ter que parar, mesmo com o sinal em contrário.

O problema geracional é uma falácia porque quanto maior a idade, maior a determinação que as filas não se lhe aplicam.  Por outro lado não vejo tantas correcções dos pais de agora a comportamentos de crianças que estão a colocar-se em perigo e a estorvar em sítios muito movimentados, como eu era advertida quando era criança, acho que estas pequenas correcções de que fui alvo foram determinantes para estar ciente do ambiente à minha volta e criar um maior senso de civismo e vida em sociedade.

Daria outro texto, mas actualmente os pais chegam com crianças de colo ao meio dia à praia, quando eu e Ele estamos a sair do sol porque é perigoso. Não sei se serei exigente ou também vos acontecem estas coisas?"

Vitória Antunes

Arquivo

Todos os textos são da autoria de Vitória Antunes. As fotos são retiradas do Google imagens, se alguém se sentir lesado entre em contacto, serão retiradas.

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